sábado, 18 de dezembro de 2010

Seus olhos estavam doloridos, e a sua alma machucada. A respiração era pesada, e o consiente já não funcionava tão bem. Sua cabeça rodava, e seus pés doiam. Tinha os olhos vidrados, centrados num ponto distante, que só ela enxergava. Piscava de minuto em minuto, enquanto tentava afastar os pensamentos que a invadiam como fantasmas.. Fantasmas que insistiam em persegui-la e assombra-la, onde quer que ela fosse.
A vida era assim, sempre tentando afastar os malditos fantasmas que sempre estavam ali, e por mais que tentasse, ela lutava em vão. Não tinha o apoio de ninguém, nem de amigos, muito menos de pais.. Achava que nem pais tinha, tinha apenas bancários com o olhar sanguinário, que lhe davam dinheiro de vez em quando, mas nunca carinho, atenção.
Era perdida na escuridão, em sua própria escuridão interna. Então, justo quando alguém aparece e a tira de lá, sempre há algo que o afasta para muito longe. Mas ela sabe que ainda irá embora para longe. E que será logo. Irá embora com ele para sempre.
Mas enquanto isso, ela fica aqui, perdida, com o coração machucado e a alma ferida, esperando impacientemente que esse dia chegue, e que ela saia do escuro, e finalmente espante os tais fantasmas. Dessa vez, para sempre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário